
Descoberta mostra que água não é necessária para miniaturização extrema
MAIS:_Suíços lançam relógio feito com fezes de dinossauro
Animais vertebrados variam drasticamente de tamanho, mas são poucos os que chegam a dimensões extremamente pequenas. O menor conhecido até então era um peixe da espécie Paedocypris progenetica, com comprimento de 8 milímetros, encontrado na Indonésia.
Agora, pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana (EUA) descobriram um animal ainda mais ínfimo: com 7,7 milímetros de comprimento, a minúscula rã da espécie Paedophryne amauensis é o novo menor vertebrado do mundo.
Os cientistas acreditam que o tamanho mínimo do anfíbio pode estar ligado ao seu habitat, em folhas em decomposição no solo de uma floresta da Papua Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do mundo.
Encontrar as rãs também não foi tarefa fácil, pois além do tamanho reduzido, esses animais desenvolveram a capacidade de emitir um som agudo que lembra muito o dos insetos, tornando-os ainda mais difíceis de serem detectados no meio da floresta.
Juntamente com o recorde mundial, a descoberta da rã é importante pois alguns biólogos afirmavam que um ambiente aquático era essencial para o surgimento de vertebrados extremamente pequenos - água proporciona flutuabilidade que ajuda a apoiar os ossos de animais menores e maiores.
Os 25,8 metros da baleia azul, o maior vertebrado do mundo, mostram que os cientistas estão certos em relação aos animais de grande dimensão. Mas este sapo terrestre pode ser a prova de que a água não é fundamental para a miniaturização extrema.
Fonte: popsci




















