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Uma das grandes perguntas do momento: Um tablet é a mesma coisa que um eReader? A resposta é: Não.

Os livros digitais, como o Amazon Kindle ou o Papyre da Grammata, foram pensados para o conceito de leitura aplicada aos livros de papel e não para serem reprodutores multimídia ou navegadores web e de redes sociais. A tecnologia por trás dos eReaders - dispositivos que usam tinta digital - está composta por um polímero em formato de pequenas bolinhas que, por condução elétrica, forma as palavras e as ilustrações de um livro digital. Isto possibilita que o aparelho gaste muito pouca energia, e por não ser retroiluminado, não cansa tanto a vista durante a leitura e sua autonomia é de semanas e não horas como em um tablet.

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A Amazon já lançou também o seu próprio tablet, o Kindle Fire de 7 polegadas, e porque ele não usa tinta eletrônica na tela, ele não cumpre com as normas de um eReader.

Mas como é a experiência de ler em um tablet? Usemos o PlayBook de exemplo.

A BlackBerry achou que o fato do seu tablet possuir uma tela de 7 polegadas era uma boa oportunidade para oferecer uma loja com um aplicativo para comprar livros e, assim, levar um e-book para dentro do PlayBook. Para isso escolheu a Kobo, uma livraria virtual que tem mais de 2 milhões de títulos em vários idiomas (a Kobo também vende um e-Book de baixo custo).

O aplicativo da Kobo não vem pré-instalado no PlayBook, portanto é preciso fazer o download - gratuito - dele na loja AppWord. Quando estiver em funcionamento no nosso tablet, teremos que abrir uma conta na Kobo para gerar nosso usuário e, assim, podermos ir às compras. Ainda não há grande variedade de títulos em português na área de novidades, mas é possível conseguir clássicos. Se, por exemplo, você estiver buscando a saga da famosa série de televisão "Game of Thrones", de George R. R. Martin, só encontrará no idioma de Shakespeare.

De qualquer forma o Kobo não é muito viável se estamos famintos por best sellers recentes traduzidos ao português. Pelo PlayBook também é possível ter acesso a 184 livros (em inglês) gratuitamente. Entre eles há bons títulos como 'Alice no País das Maravilhas', 'A Arte da Guerra', 'A lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça', 'Drácula', entre tantos outros.

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O aplicativo de leitura inclui o e-shop para a compra de títulos (rondam os US$ 9,59) e nossa biblioteca, onde se você vai organizando os livros baixados. Quando estivermos na biblioteca, podemos escolher os títulos simplesmente tocando a tela com o dedo, e o livro se abrirá. Nos momentos de leitura, o mais cômodo será colocar o tablet na posição vertical e, em seguida, baixar o brilho da tela (dentro do próprio aplicativo) para que se ajuste melhor aos olhos. 25% menos que o brilho máximo é o tom mais similar ao do papel e consome menos bateria.
Quando quisermos marcar uma página como favorita, podemos fazer uma "DogEar" (dobrar a orelha superior do livro) de forma virtual, e teremos uma lista de páginas destacadas que poderemos consultar a partir do menu de "DogEars".

Cada vez que interrompermos a leitura, o livro ganhará automaticamente um marcador virtual, para mostrar onde paramos. Quando retomarmos, o e-Book abrirá diretamente nessa última página marcada.

O PlayBook oferece uma boa sensação durante a leitura, porque o dispositivo não é pesado e não cansa as mãos nem a vista (com o brilho reduzido), embora se sinta a ausência de uma maior quantidade de livros em português.
Se você é fluente em inglês ou bilíngue e tem um PlayBook, o aplicativo da Kobo é superindicado, já que de cara temos quase 200 livros grátis e de ótima qualidade para baixar. E também podemos dar uma volta pelo e-shop para ver se encontramos algum lançamento que ainda não foi publicado no nosso idioma.

Se você quer saber mais sobre este tablet, visite-nos emhttp://br.blackberry.com/playbook-tablet/