Modelos e oportunidades de negócio para quem quer viver da internet

Modelos e oportunidades de negócio para quem quer viver da internet

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A palestra “A cultura do grátis e do Freemium trabalhando a seu favor” foi um dos destaques do palco de Mídias Sociais da Campus Party 2012. Com a presença de Caique Severo (Portal iG), Jonny Itaya (Migre.me), Daniel Wjuniski (Minha Vida), Alexandre Canatella (CyberDiet) e com a mediação de André Forastieri (Portal Social Bubot), o debate buscou encontrar ideias para lucrar em um ambiente onde ninguém quer pagar por nada: a internet.

Foram mais de uma hora sob forte calor em que Forastieri provocou os convidados para que falassem sobre modelos e oportunidades de negócio para quem quer viver da internet. Jonny Itaya começou a conversa criticando a cultura do usuário brasileiro. “Parece que é uma ofensa ganhar dinheiro ou pagar por alguma coisa. Se você coloca uma publicidade, as pessoas te criticam e te chamam de ganancioso, mas também ninguém quer pagar por conteúdo”.

Para Wjuniski, essa cultura vem da época da bolha da internet, criada no final dos anos 1990, quando a valorização das empresas era baseada no número de usuários e não na receita. “A cultura de usuário foi criada no momento em que a receita não era valorizada. Isso gerou uma grande evolução na internet, que precisou se adaptar há um modelo gratuito. Por isso, a questão não é ter conteúdo de graça, mas aprender a valorizar o entorno”.

Nesse ponto, Severo destaca o acordo feito pela Apple com as gravadoras – de vender músicas por US$ 0,99 – como uma solução para estimular os usuários a consumirem conteúdo original. “O que a Apple fez foi usar o poder da plataforma de distribuição dela, no caso o iPod, o iTunes e o Mac, para criar um modelo que, mesmo sem ter feito 100% das pessoas pagarem, facilitou a vida daquelas que gostariam de financiar o conteúdo original”.